terça-feira, 4 de abril de 2017

A consciência negra e internet


UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
DISCIPLINA: RECURSOS TECNOLÓGICOS
DOCENTE: IVÂNIA NEVES 
DISCENTES: ALLANA SILVA, MÁRCIO CHAVES, MIRIAM NASCIMENTO

A consciência negra e internet
Muito tem se pensado sobre a cultura negra, sobre racismo e sobre as conquistas negras na sociedade. Mas de fato sabemos o que é cultura negra, racismo e as conquistas negras?
A cultura negra
A cultura negra no Brasil é uma fusão das culturas de vários povos africanos, por esse motivo a culinária, a religião e a tradição negra tem raízes nos mais variados pontos da África, e aqui em território brasileiro houve uma mistura dessas culturas, surgindo assim uma identidade negra diferente da existente no continente africano, uma nova formatação, única em sua composição ao mesmo tempo oriunda de outras culturas como os camundás, camundongos e os quiçamãs.


As conquistas negras
A luta por direitos e reconhecimento faz parte da história dos negros, desde a sua vinda forçada para o novo continente. Suas conquistas estão diretamente ligadas a figura que nos e passada pelas grandes mídias, principalmente pela TV aberta. Nas novelas da rede globo as personagens estão sempre ligadas a pequenos papeis como escravos e empregados domésticos, e mesmo em favelas cariocas onde a maioria dos moradores são negros ou pardos, nessas novelas esses ambientes sofrem um clareamento, sendo mostrado apenas moradores brancos como moradores das favelas. Isso demostra que ainda existe um abismo para ser vencido para que a figura do negro seja respeitada ou seja equivalente ao de uma pessoa considerada branca.


Racismo na internet
A internet, valiosa ferramenta para busca de conhecimento e informação também é uma ferramenta para disseminação do ódio e do racismo, vários ataques contra pessoas negras têm sido frequentes, principalmente nas redes sociais como o facebook. E as principais vítimas são negros ligados a teledramaturgia, jornalistas entre outros. Esses ataques partem principalmente de pessoas que não toleram um cabelo cacheado ou uma cor de pele diferente da sua.


Moda negra
Há vários blogs na internet que valorizam a cultura negra, e principalmente dão dicas sobre como se vestir, como se maquiar e de como tratar os cabelos da mulher negra. Nesses blogs encontramos representantes de uma raça que valoriza as cores e os diversos tipos de tendências de moda. Assim podemos perceber que as mulheres negras vêm conquistando, cada vez mais, o seu espaço na internet, e que aquela ideia de que os blogs de moda eram algo exclusivo de mulheres brancas já não existe mais.

                             Referências das imagens

PLANEJAMENTO DA OFICINA
 TEMA: A INSERÇÃO DA CULTURA NEGRA (AFRO-BRASILEIRA) NAS MÍDIAS TECNOLÓGICAS

INTRODUÇÃO

O Brasil é uma nação multicultural, os vários povos que contribuíram para a formação de nossa cultura ou já estavam morando em solo brasileiro antes dos Portugueses chegarem, como no caso os índios, ou vieram trazidos à força para servirem como escravos, no caso os africanos, mas foi do amalgama desses povos tão distintos uns dos outros, africanos, portugueses e indígenas que surgiu o povo brasileiro e sua cultura.
No entanto apenas uma cultura é vista como sendo a principal cultura em nosso país, a cultura européia. Martim-Barbero (2014), afirma que dependência cultural que penetrou em toda a sociedade da América Latina se originou o processo de aculturação, em que a cultura da minoria dominante foi imposta como modelo para a maioria dominada, mediante a essa proposta o homem se viu obrigado a deixar de lado seus valores e suas práticas, sua percepção de tempo e espaço, ou seja, seu modo de viver. Assim, a nossa religião oficial é a católica, nossa língua oficial é o português, e mesmo a nossa maior festa popular, o carnaval vem da Europa, essa identificação com a cultura européia marginaliza as outras manifestações culturais presente no país, a partir disso presenciamos casos de preconceitos com a religião do outro, ou mesmo racismo contra pessoas diferentes ou de outras etnias são comuns em um país tão miscigenado como o Brasil, e o alvo maior desses ataques são os negros.
As novas tecnologias vêm se tornando uma ferramenta bastante eficaz na convergência midiática, de acordo Jenkins (2009), “no mundo da convergência das mídias, toda história importante é contada”. Desta forma vemos que por meio de diferentes sistemas de mídias observamos a figura do negro sendo contada, as vezes de forma estereotipada, sua imagem é vendida de maneira a apresentar o negro numa posição inferior na sociedade. No entanto, existem vários argumentos para o combate desses preconceitos, longe das grandes mídias televisivas, mas presentes na internet, uma seara bastante fértil para novas mentalidades, blog de modas com temas africanos, sites de pesquisas sobre a história e da cultura negra são achados com facilidades, e a internet móvel dos celulares, smartphone e tabletes permitem aos usuários fazerem pesquisas nos mais variados ambientes permitindo assim que as pessoas vejam que o Brasil não foi criação portuguesa e sim o fruto das varias culturas que foram se juntando nos “primórdios” do nosso país.

JUSTIFICATIVA

            A cultura negra ainda precisa ser alvo de grandes discussões em nossa sociedade, pois, nos encontramos em um momento de explosão de mídias, em especial a internet, e nesse momento a participação do negro precisa ser mostrada nos diversos segmentos da sociedade como a moda, as artes, tecnologia entre outros. Todos temos direito à comunicação, no qual Paulo Freire (1979), compreende como elemento de humanização do homem, pois permite o diálogo entre os sujeitos e com o mundo, e para isso necessitamos de veículos de comunicação feitos para afro-brasileiros, uma mídia negra efetivamente no Brasil, tal mídia deve ter um ponto de vista acerca de temas atuais de seu cotidiano.
            A presença negra nos diversos meios de comunicações ainda é muito pouco observada, por isso para que o Brasil se liberte da ignorância precisamos de mais negros no jornalismo, nas novelas, na política, nos programas de televisão ocupando espaço na mídia brasileira. De acordo com essa perspectiva, pretende-se trabalhar com este tema porque julga-se necessário mostrar aos alunos como a presença do negro vem sendo apresentada nas diversas mídias (televisão, internet, redes sociais, blogs de moda), além de conscientizá-los acerca de ataques racistas presentes nestas novas tecnologias. 

OBJETIVO GERAL:
Analisar como a cultura negra está inserida em sites de pesquisa, em novelas, no facebook e em blogs de moda.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
·         Verificar como a cultura negra vem sendo evidenciada em sites de pesquisa;
·         Identificar como a presença do negro vem sendo apresentada nas novelas no horário nobre;
·         Apontar os discursos dos ataques racistas contra as “celebridades” no facebook;
·         Mostrar o protagonismo da mulher negra no mundo fashion a partir de blogs de moda;

RECURSOS DIDÁTICOS
Datashow, computador, som, celulares, internet.

METODOLOGIA
A oficina será desenvolvida na carga horária de 20h, com os alunos do 2º ano do ensino médio.

Primeiro encontro (4h)
1º momento
·         Apresentação do grupo e apresentação da oficina.
·         Este primeiro momento iremos fazer uma roda de conversa com fim de observar o que os alunos conhecem sobre a nossa proposta.

2ª momento
            Este momento terá o objetivo de verificar como a cultura negra vem sendo evidenciada em sites de pesquisa, para isso utilizaremos a internet para mostrar aos alunos como a cultura negra está sendo apresentada nos sites de pesquisas, haja vista, que geralmente no que se trata de cultura negra, estes sites evidenciam sempre os mesmos elementos culturais, tais como: contexto histórico, culinária, dança, capoeira, artesanatos e consciência negra.



 

   


























Segundo encontro (4h)
1º momento
Este momento terá o objetivo identificar como a presença do negro vem sendo apresentada nas novelas no horário nobre, apresentaremos imagens com a presença de personagens negros das novelas “A regra do jogo” e o “Velho Chico” aos alunos, exibidas pela emissora Rede Globo, assim mostrando aos alunos a quantidade e como os personagens negros aparecem.









































































2º momento
Contextualização
Continuando com a aula vamos realizar um dialogo com os alunos sobre a presença ou ausência de atores negros nas novelas da Globo, em papeis secundários, de destaque ou como protagonistas, para em seguida procura ouvir dos alunos como eles enxergam a presença dos negros nas novelas.

3º momento
Atividade
Os alunos terão que procurar na internet exemplos de artistas negros brasileiros que trabalharam no cinema e na televisão, depois falarão um pouco de sua vidas e seus trabalhos mais importantes.

Terceiro encontro (4h)
1º Momento
               Este momento terá o objetivo de fomentar a discussão sobre os discursos racistas contra as “celebridades” no facebook. A realização deste momento se dará de forma expositiva. A finalidade é despertar no aluno a capacidade de perceber e refletir sobre o preconceito racial na sociedade brasileira.






           
            A avaliação será continua e ocorrerá por meio da interação, visando perceber se os alunos compreenderam o que é e como ocorre o preconceito racial. Além disso, será proposto que os alunos comentem se conhecem alguém que já sofreu este tipo de preconceito, ou se já presenciaram tal situação.

Quarto encontro (4h)
1º Momento
            Este momento terá o objetivo de mostrar aos alunos o protagonismo da mulher negra no mundo fashion. A realização deste momento se dará de forma expositiva, através da observação de blogs de moda.

   

  
















































AVALIAÇÃO
A avaliação ocorrerá de forma contínua, tendo em vista a participação ativa dos educandos nas atividades propostas. No primeiro encontro da oficina avaliaremos o desempenho dos alunos na pesquisa sobre como a cultura negra vem sendo evidenciadas em sites de pesquisa. No segundo encontro a avaliação se dará a partir da pesquisa na internet e a apresentação sobre exemplos de artistas brasileiros negros que trabalharam no cinema e na televisão, enfatizando a história de suas vidas e os trabalhos mais importantes de sua carreira. No terceiro encontro, avaliaremos como os alunos encaram o preconceito racial que vem sendo muito presente nas redes sociais (facebook), proporemos que os alunos comentem se conhecem alguém que já sofreu este tipo de preconceito, ou se já visualizaram no facebook  tal situação. No ultimo encontro, tendo em vista todo o material trabalhado, pediremos que os alunos produzam uma página de memes abordando a cultura negra, seja moda, dança, dentre outros.

REFERÊNCIAS

BARBERO, Martin. A comunicação na educação. São Paulo: Contexto, 2014.
JENKS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

Imagens:
http://gshow.globo.com/tv/noticia/
Consultado: 16/03/2017 às 10:30 min.

http://natelinha.uol.com.br/noticias/2015/07/03/maria-julia-manda-recado-apos-ataques-racistas-beijinho-no-ombro-90406.php
Consultado: 15/03/2017 às 21h

http://entretenimento.r7.com/blogs/odair-braz-jr/noticias/tais-araujo-sofre-ataque-racista-na-internet-01-11-2015/
Consultado: 15/03/2017 às 21h

http://saudedomeio.com.br/aliso-nao-mae/
Consultado: 15/03/2017 às 21h

http://ohlollas.blogspot.com.br/
Consultado: 15/03/2017 às 21h

http://www.modefica.com.br/wp-content/uploads/2015/08/10-blogs-negros-themba.jpg
Consultado: 15/03/2017 às 21h

http://www.geledes.org.br/45-blogueiras-negras-de-moda-que-voce-precisa-conhecer/#gs.lMjpV00
Consultado: 15/03/2017 às 21h

https://blogdaines.wordpress.com/2014/04/04/discriminacao-e-preconceito-contra-pessoas-de-pele-negra-no-brasil/
Consultado: 21/03/2017 às 11h

http://www.bahia.com.br/atracao/dia-dia-da-negra-bahia/
Consultado: 21/03/2017 às 11h

http://prof-charles-santana.blogspot.com.br/2016/05/contribuicoes-africanas-culinaria.html
Consultado: 21/03/2017 às 11h

https://influencianegranobrasil.wordpress.com/2012/03/19/a-contribuicao-do-negro-no-folclore-danca-musica-literatura-e-outros/
Consultado: 21/03/2017 às 11h





Da conscientização ao empoderamento negro nas mídias sociais

Universidade Federal do Pará
Faculdade de Letras
Disciplina: Recursos Tecnológicos no Ensino de Português
Docente: Ivânia Neves
Discentes: Fernanda Ribeiro Vasconcelos
Raissa Maciel Javan da Silva


     O Brasil é conhecido mundialmente por sua miscigenação etnocultural. Apesar disso, em função da nossa herança colonizadora, o etnocentrismo ainda persiste na sociedade brasileira, alimentando o preconceito e a exclusão social. Nesse cenário, criou-se a luta pelo empoderamento negro, a fim de desmistificar ideologias dominantes. 
   
Disponível em:
Além disso, é recorrente nas mídias é o grande número de ataques racista praticado por internautas, seja pela intolerância às características físicas das pessoas negras seja pelo próprio preconceito a religiões afro-brasileiras. 
    Temos conhecimento que com acesso mais rápido às informações e, principalmente, com a crença do anonimato na internet essas problemáticas vem aumentando. Contudo, como Jenkins (2009) afirma, acerca da cultura participativa, as informações atualmente são manifestadas em diferentes veículos de comunicação; assim toda e qualquer pessoa pode manifestar sua opinião, permitindo aos movimentos negros em redes sociais, como as páginas de empoderamento negro, discutirem esses ataques raciais, proporcionando o esclarecimento e o engajamento cada vez maior. 

Disponível em:
     Dessa forma, é possível compreender a importância de discutir a temática no âmbito escolar utilizando como ferramenta as mídias sociais, visto que, como afirma Oliveira (2008), nas escolas há ainda uma falta de discussão e materiais didáticos que contemplem parte da cultura negra para os alunos. A afirmação de Oliveira encontra na perspectiva de Martin-Barbero (2014) plena consonância, visto que o pesquisador defende que a escola ainda continua apresentando a visão histórica a partir do olhar da minoria dominante, distanciando a maioria das suas ânsias e lutas.
     Em suma, a escola é um espaço de aproximação de toda forma de pluralidade e, para Freire (2015), essa diversidade deve ser respeitada. Ademais, para combater o preconceito racial na sociedade a escola é um agente fundamental, assim outro saber repassado por Freire é fundamental: o pensar certo ou pensar crítico, para isso, o educador precisa ser um problematizador, formando, a partir disso, educandos críticos.         

Planejamento da Oficina
Tema: Da conscientização ao empoderamento negro nas mídias sociais
Objetivo geral
ü  Discutir a importância da cultura negra para história e para pluralidade do Brasil usando as mídias sociais.
Objetivos específicos
ü  Compreender, por meio de pesquisa na internet, as causas e as consequências do preconceito com religiões de matrizes africanas.
ü  Diferenciar os conceitos de empoderamento e apropriação cultural circulantes nas mídias sociais e seus sentidos literais.
ü  Reconhecer na literatura a presença dos povos afro-brasileiros.
ü  Elaborar textos informativos para o Facebook acerca da pluralidade cultural no Brasil.
ü  Produzir propagandas conscientizadoras para o Facebook acerca da herança cultural negra no Brasil.

Justificativa


A sociedade brasileira tem sido destaque, nos últimos tempos, nas mídias pelo grande número de ataques racistas, principalmente na internet. Entretanto, observamos, também, a mobilização de movimentos negros que se empoderam diante dos diversos preconceitos existentes. A internet tem sido uma ferramenta muito necessária para promover discussões, bem como propiciar uma interação acerca da determinada questão. Nesse viés, vale ressaltar um dos objetivos existentes nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs):
[...] conhecer características importantes do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao País; conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais [...]. (Parâmetros Curriculares Nacionais. p. 07).
            Além disso, em 2008 foi aderida às escolas a Lei 11.645, que tem como objetivo proporcionar aos estudantes um estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena. Mas, esse assunto ainda tem sido um tabu dentro da escola, uma vez que faltam informação e debate acerca do tema. Com base na necessidade de debater a questão, propomos uma oficina em que o educando identifique, a partir do seu cotidiano, tanto a persistência do preconceito quanto a importância cultural da herança deixada pelos povos afro-brasileiros. Ademais, considerando a ampla repercussão de informações nas redes sociais, escolhemos esta ferramenta como um recurso didático e destacamos a importância de trabalhar com vários recursos transmidiáticos a fim de expandir o conhecimento para além da sala de aula.


Metodologia

      A partir de uma oficina de 20 horas, pretende-se discutir com os alunos do terceiro ano a importância cultural das heranças de matrizes africanas para a pluralidade cultural do Brasil. Para isso, utilizaremos como base informações constantemente vinculadas às mídias, seja para identificar o preconceito, seja para discutir importantes conceitos das lutas do povo afro-brasileiro. Além disso, é parte importante desta metodologia a ferramenta de comunicação “Facebook”, pois, como objetivo final e avaliação para os alunos, pediremos a criação de propagandas acerca das heranças culturais deixada pelos povos africanos: culinária, música e afins, as quais serão publicadas em uma página criada para a aplicação da oficina.
Recursos didáticos: Datashow, computador, celular, recursos audiovisuais e material impresso.
Público alvo: 3ª ano do ensino médio.
Duração: 20 horas, divididas em 5 aulas de 4 horas.


Planos de aula:
Aula 1:

1º momento (1 hora): inicialmente relembraremos o processo de colonização do país, fato importante para tratar a miscigenação no Brasil, utilizaremos um poema falado de “O navio negreiro”

 
      

Focaremos, então, na vinda dos africanos escravizados e seus traços culturais, para podermos iniciar a conversa sobre as religiões de herança africana.
2 º momento (30 min): a partir deste momento, conduziremos uma roda de conversa, na qual questionaremos o que os alunos conhecem e como se sentem em relação às religiões Umbanda e Candomblé.
3º momento (1 hora): exibiremos um vídeo veiculado no Facebook, no qual uma diretora manifesta-se de forma preconceituosa sobre uma entidade do candomblé (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8Fi7kveEItU.), a fim de discutirmos com os alunos o olhar negativo que carregam algumas religiões em decorrência da falta de informação do senso comum.
4º momento (1 hora): pediremos aos alunos que pesquisem na internet textos que abordem a temática do preconceito acerca das religiões de matrizes africanas para serem postados em uma página do Facebook criada para realização da oficina, na qual a temática central será a conscientização social acerca da importância cultural dos povos afro-brasileiros para a pluralidade do país.
5º momento (30 min): auxiliaremos os alunos nas publicações dos textos escolhidos na página do Facebook.

Aula 2:

1º momento (30 min):  introduziremos a aula com a conceituação de apropriação cultural e empoderamento negro, a fim de mostrar aos estudantes o sentido real destas ideias.
2 º momento (1h30): Em seguida, mostraremos um caso repercutido no Facebook sobre apropriação para discutir o uso inadequado do conceito. Para contrapor esse comportamento, exibiremos um vídeo explicando o conceito real.


3º momento (1hora): Por fim, exibiremos um vídeo (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=gSk4egmHZYM) para discutiremos como as mulheres negras têm utilizado o cabelo black como forma de empoderamento negro e como isso tem repercutido na sociedade de forma positiva e negativa.
4º momento (1 hora): conduziremos uma roda de conversa para discutir os conceitos expostos nos vídeos.

Aula 3:

1º momento (30min):  introduziremos a aula com o depoimento da professora Tereza de Moraes, docente de Letras da PUC, no qual ela narra algumas aparições dos afrodescendentes em diferentes períodos da literatura


2 º momento (1h30): mostraremos como alguns escritores brasileiros retomaram o negro na literatura, introduzindo com o poema “Vozes d’África” de Castro Alves (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xuIzV7zpvPw&t=58s).
3º momento (1hora): pediremos que eles pesquisem na internet poesias e músicas que retratem a luta do povo negro.
4º momento (1hora): auxiliaremos na elaboração de publicações para o Facebook com as poesias e músicas encontradas dialogadas com artes visuais.

Aula 4:

1º momento (1 hora): iniciaremos a aula mostrando aos alunos o que é um artigo de opinião. Esse tipo de texto está sempre presente nas mídias, por isso explicaremos a importância de expor ideais pessoais por meio da escrita e qual a linguagem adequada eles devem utilizar para apresentar ao leitor.
2 º momento (30 min): utilizaremos o texto da Djamila Ribeiro, publicado no site Carta Capital, como exemplo de artigo de opinião. Esse texto pode ser encontrado em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/escritorio-feminista/racismo-reverso-e-a-existencia-de-unicornios-205.html.
3º momento (1 hora): a partir da leitura do texto iremos propor uma pequena discussão a cerca do tema e da estrutura do texto.
4º momento (1h30 min): mostraremos o vídeo “Apropriação cultural existe? Pode branca usar turbante?”, de Nátaly Neri. Pediremos que a partir desse vídeo os alunos façam um pequeno artigo de opinião e postem na página do Facebook.

Aula 5:

1º momento (1h30min): nessa última aula explicaremos acerca do gênero propaganda como um meio de frequente nas mídias. Abordaremos os textos e as imagens que são utilizadas nas propagandas.
2 º momento (30 min): traremos exemplos de tipos de propagandas que circulam com mais frequência nas mídias.
3º momento (1 hora): apontaremos a propaganda informativa como um meio para conscientizar e trazer novos conhecimentos para o interlocutor. Traremos como exemplo a propaganda da Unicef, “Campanha por uma infância sem racismo”.
4º momento (1 hora): pediremos que os alunos produzam memes de cunho informativo para ser exposto na página do Facebook.
Avaliação

A tarefa avaliativa consistirá na seguinte produção: os alunos irão propor propagandas de conscientização acerca da cultura afro-brasileira. Eles devem fazer anúncios por meio de memes, GIF’s ou até mesmo vídeos de pouca duração que retratem a influência da cultura negra na sociedade brasileira. Essas propagandas serão postas na página do Facebook que foi criada pela classe.


Referências Bibliográficas

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2015. 
JENKIS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Editora Aleph. Disponível em:http://lelivros.online/book/baixar-livro-cultura-da-convergencia-henry-jenkins-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/
MARTIN-BARBERO, Jesus. A comunicação na educação. São Paulo: Editora Contexto, 2014. 
OLIVEIRA, Kiusam Regina de. Candomblé de Ketu e educação: estratégias para o empoderamento da mulher negra. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo, 2008.